
A indústria do entretenimento americana reagiu com uma mistura de alarme e perplexidade nesta segunda-feira ( 05), depois que o presidente Donald Trump disse que aplicaria uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora dos EUA, mas divulgou poucos detalhes sobre como tal taxa funcionaria.
O anúncio de domingo de Trump foi o mais recente de uma série de impostos e ameaças a várias indústrias globais, em um esforço para impulsionar a atividade industrial nos Estados Unidos.
Não está claro como as tarifas sobre a indústria cinematográfica vão funcionar.
Trump não disse se pretendia aplicar tarifas a plataformas de streaming, bem como a lançamentos nos cinemas, ou se as tarifas seriam baseadas nos custos de produção ou na receita de bilheteria.
Também não ficou claro se produções divididas entre os Estados Unidos e outros países – como os filmes de James Bond ou Missão: Impossível – seriam isentas de alguma forma.
Nesta segunda-feira (05), o presidente disse a repórteres que se reuniria primeiro com representantes da indústria para garantir que a ideia fosse do agrado deles.
A Casa Branca afirmou não ter tomado nenhuma decisão final, mas observou que a produção cinematográfica de Hollywood havia caído drasticamente em relação ao ano anterior.
A incerteza fez com que as ações das empresas de mídia caíssem em todos os setores na segunda-feira, pois aumentou os temores de que tal movimento aumentaria drasticamente os custos dos estúdios de Hollywood e prejudicaria a indústria global do entretenimento.
Trump, em janeiro, convidou Jon Voight, Sylvester Stallone e Mel Gibson para trazer a indústria de volta "maior, melhor e mais forte do que nunca", e disse no domingo que quer que mais filmes sejam feitos nos Estados Unidos.
(Fonte Reuters)

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