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Depois de anos sendo tratado como um dos pilares do novo DC Universe (DCU), Supergirl chegou aos cinemas cercado por grandes expectativas.
O filme apresentava Milly Alcock como Kara Zor-El, adaptava a premiada HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely, e contava com a supervisão criativa de James Gunn e Peter Safran, no entanto, o resultado foi muito diferente do esperado.
Mesmo com um elenco talentoso, uma produção ambiciosa e uma das histórias mais elogiadas dos quadrinhos modernos da DC, Supergirl tornou-se um dos maiores fracassos comerciais da história recente dos filmes de super-heróis. Em uma extensa reportagem, o The Hollywood Reporter revelou detalhes dos bastidores da produção e como um projeto considerado promissor acabou enfrentando uma dura rejeição nas bilheterias.
Confira nossa análise sobre o tema:
Um Projeto Considerado Fundamental para o Novo DCU!
Quando James Gunn e Peter Safran assumiram o comando da DC Studios em 2022, eles deixaram claro que Supergirl seria um dos filmes mais importantes do chamado Capítulo Um: Deuses e Monstros.
Ao contrário das versões anteriores da personagem, a nova Kara Zor-El seria inspirada diretamente na HQ Woman of Tomorrow, apresentando uma heroína mais traumatizada e endurecida pelas tragédias vividas após a destruição de Krypton.
A direção ficou nas mãos de Craig Gillespie, conhecido por filmes como Eu, Tonya e Cruella, enquanto o roteiro foi escrito por Ana Nogueira, dramaturga que rapidamente ganhou prestígio dentro da DC Studios.
A Escolha de Milly Alcock!
Após conquistar o público em A Casa do Dragão, Milly Alcock foi escolhida para interpretar Kara Zor-El.
Segundo o The Hollywood Reporter, a atriz impressionou os executivos durante os testes por transmitir a vulnerabilidade e a personalidade explosiva da personagem.
O filme também reuniu um elenco de peso:
Matthias Schoenaerts como Krem;
Eve Ridley como Ruthye;
Jason Momoa estreando como Lobo;
David Corenswet reprisando o papel de Superman em participação especial.
A expectativa era de que essa combinação ajudasse a consolidar a expansão do novo universo cinematográfico da DC.
Uma Produção Ambiciosa!
As filmagens ocorreram principalmente nos estúdios Leavesden, no Reino Unido, utilizando câmeras IMAX e efeitos visuais de grande escala.
Craig Gillespie buscou diferenciar o filme das produções tradicionais de super-heróis, apostando em uma abordagem de ficção científica com forte carga emocional.
Grande parte da narrativa se passa em diferentes planetas e acompanha Kara ao lado da jovem Ruthye em uma jornada de vingança contra o pirata espacial Krem.
Nos bastidores, a produção era vista como uma das mais sofisticadas já realizadas pela DC Studios.
O Que Deu Errado?
Apesar da confiança do estúdio, a recepção do público foi muito abaixo do esperado.
O filme estreou arrecadando aproximadamente US$ 38 milhões em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos e cerca de US$ 68 milhões mundialmente, números considerados decepcionantes para uma produção desse porte. As projeções mais recentes indicam uma arrecadação final entre US$ 200 e 210 milhões em todo o mundo, valor insuficiente para cobrir custos de produção e marketing.
Analistas do setor apontam vários fatores para explicar o desempenho:
fadiga do gênero de super-heróis;
dificuldade em transformar uma personagem menos conhecida em grande evento cinematográfico;
marketing considerado pouco eficiente;
expectativa elevada após o sucesso inicial do novo DCU;
forte concorrência com outros grandes lançamentos do período.
Um Filme Que Dividiu Crítica e Público!
Outro elemento citado nas análises foi a recepção mista.
Embora muitos críticos elogiassem a atuação de Milly Alcock e a fidelidade ao material original, outros apontaram problemas de ritmo, tom e narrativa.
A combinação entre uma aventura espacial melancólica e momentos de humor dividiu opiniões, dificultando o tradicional boca a boca positivo que costuma impulsionar grandes produções nas semanas seguintes à estreia.
James Gunn Continua Defendendo o Projeto!
Mesmo diante dos números abaixo das expectativas, James Gunn continua defendendo a proposta criativa do longa.
Desde o anúncio do novo DCU, o cineasta afirmou diversas vezes que o objetivo da DC Studios não é produzir filmes idênticos entre si, mas permitir que cada personagem tenha identidade própria.
Nesse contexto, Supergirl foi concebido como uma aventura de ficção científica mais intimista e emocional do que um blockbuster convencional de ação.
Fontes ouvidas pelo The Hollywood Reporter afirmam que, internamente, a DC Studios continua satisfeita com diversos aspectos artísticos do filme, apesar do desempenho comercial decepcionante.
O Futuro da Personagem!
Apesar do fracasso nas bilheterias, não há indicação de que a personagem será abandonada.
Kara Zor-El continua sendo considerada uma peça importante do planejamento de longo prazo da DC Studios, especialmente por sua ligação com Superman e com personagens cósmicos como Lobo.
Executivos acreditam que a personagem ainda possui enorme potencial para futuras participações em filmes corais e possíveis continuações, embora nenhuma sequência tenha sido oficialmente anunciada.
O Que Hollywood Pode Aprender!
O caso de Supergirl mostra que adaptar uma HQ aclamada e reunir talentos reconhecidos não garante sucesso financeiro.
A indústria vive um momento em que o público está mais seletivo, e grandes estúdios precisam oferecer propostas realmente diferenciadas para justificar produções de alto orçamento.
Ao mesmo tempo, o filme reforça que o sucesso de um universo compartilhado depende não apenas da qualidade individual de cada obra, mas também da capacidade de construir interesse contínuo entre os espectadores.
Independentemente dos números finais, Supergirl provavelmente será lembrado como um dos casos mais discutidos da nova fase da DC Studios: um projeto ambicioso, artisticamente ousado e cercado de expectativas, mas que acabou encontrando enormes dificuldades para conquistar o grande público.
Fontes
The Hollywood Reporter, Variety , Deadline, Forbes


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